terça-feira, 24 de fevereiro de 2009


Ainda
Eu ainda tenho medo, mas faço planos brilhantes. Eu sou cheia de dúvidas, mas estou certa de que um dia eu serei mais convicta. Eu ainda sinto vontades que não posso suprí-las.

Eu ainda sinto o vento e observo a chuva - e me acalmo com ela. Eu ainda chuto água da chuva nos meus amigos.

Eu ainda gosto de danoninho, eu ainda cômo sucrihos. Eu ainda separo a bolacha do recheio e cômo por partes. Eu ainda saboreio um salgadinho barato.

Eu ainda tenho medo de lagartixas, de sapos e ratos. Ainda tenho medo de ver o que não existe, de acordar de repente a noite e ter sensação de perigo.

Eu ainda gosto de roxo e de ver arco-íris. Eu ainda gosto de sentar no alpendre da casa da minha avó.

Eu ainda gosto destas sensações. Eu ainda acredito que vale a pena.

3 comentários:

Osipov disse...

Eu ainda gosto de acreditar nas pessoas,eu ainda acredito nos sentimentos puros,não só nos sentimentos, e no seus gostos puros,com suas essencias puras.

perfeito o texto *-*

Éden disse...

Eu ainda gosto de ouvir a chuva no telhado,
de imaginar o amanhã,
de me sujar tomando sorvete,
de acreditar nas pessoas,
de jogar tudo fora,
de ser instinto,
de ser livre...
ainda gosto de me sentir criança.




Não fica mais sem postar nãoo.
Você tem muito talento

Anônimo disse...

lú muito lindo!sem comentário o fato de se acreditar em coisas que já vivemos,pois muito de nós se entrega as novas fazes da vida esquecendo dais mais lindas pérolas, que cercavam nossa infância.acreditar sempre é possivel.como dizia o grande poeta:navegar é preciso
parabéns